quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

O povo desesperado com lama, enxurrada e buraco! mas Vereadores preocupados com painel eletrônico?





O presidente da Câmara de Sarandi, Belmiro da Silva Farias (PDT), está disposto a gastar até R$ 217.641,00 do IPTU do sarandiense para a aquisição de um painel eletrônico com sistema de votação eletrônica e equipamentos para o sistema de som daquele Legislativo, que tem dez vereadores.
Tanto que abriu licitação, que vai acontecer às 14h do próximo dia 28.

QUANTO CUSTA UMA BOMBA DE GÁS LACRIMOGÊNEO?


QUANTO CUSTA UMA BOMBA DE GÁS LACRIMOGÊNEO? 
O professor da Universidade de São Paulo, Pablo Ortellado certa vez relatou que um grupo de pesquisadores tentou conseguir as planilhas de custos de equipamentos e intendência da PM de São Paulo em 2013 e os dados nunca foram divulgados por "razões de segurança". O objetivo da solicitação era saber os custos das operações de repressão contra as manifestações.
Em 2013, o site UOL fez uma matéria sobre o fato que a PM do RJ esgotou seu estoque de bombas contra as manifestações que exigiam a redução do valor da passagem e foi obrigada a realizar uma compra de 2000 granadas de gás lacrimogêneo ao custo de R$ 1.600.000,00, ou seja, um custo a mais de dois anos atrás de R$ 800 reais por artefato (1).
Provavelmente esse preço já deva ter sido reajustado. Podemos considerar que cada bomba química de gás lacrimogêneo não custa menos que um Salário Mínimo hoje (2).
Segundo matéria do El País de hoje a PM utilizou "dezenas de bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes" (3) no protesto contra o aumento das tarifas de ônibus, metrô e trens em São Paulo para R$ 3,80.
O jornal Estado de S.Paulo (4), com base num vídeo divulgado na internet, contabilizou uma bomba a cada 7 segundos, totalizando 49 explosões durante o vídeo. Se o custo de cada bomba for de R$ 880,00, apenas ontem, foram gastos R$ 43.120,00.
É assustador pensar nessas cifras.
E no uso de todos esses recursos contra o legítimo direito de manifestação e protesto popular. São recursos públicos destinados contra a população e seus direitos elementares.
- -
A cobertura de vídeos dos Jornalistas Livres mostra o massacre aos direitos democráticos elementares pela Polícia Militar de SP.
Veja os vídeos:
CENAS DE MASSACRE NA AV. PAULISTA - Jornalistas Livres
www.facebook.com/jornalistaslivres/videos/339054542885096/
(2) Valor do Salário Mínimo em 2016: R$ 880,00.
• Agradecimento ao Blog de Thomas Conti pela ideia do Post
http://thomasconti.blog.br/…/r800-e-o-custo-de-cada-bomba-…/

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Quem São estes ditadores?

                  Foto de uma escola cercada pela policia do governador PSDB São Paulo!
Eu não entendo, é inconcebível, um crime contra educação esta politica de fechamento das escolas, são jovens adolescentes sendo condenados ao caos social, é preciso lutar. Parece bestialidade, Sei lá, uma feição monstruosa, pelos pelo rosto, chifres, dentes descomunais, a besta-fera de sete cabeças que justifique tamanha violência contra o futuro da juventude e deste país. Infelizmente tem pessoas que acham isso normal, eu sei que isso pode nos levar a ruína. Eu preciso dizer:  Não é um ser Humano quem defende a tortura, prende estudantes, espanca professores, assassinar crianças e deixa impune estupradores. Parem o mundo. Que estas pessoas tem que descer!



sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Um cemitério de lama, ganância e lucro!



 Uma cidade inteira foi devastada no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, MG. A lama tóxica produzida por uma exploração desenfreada com a maior lei do capital (lucro a qualquer custo), um mar de lama e detritos químicos varreu casas, animais e pessoas, arrasou tudo o que encontrou pelo caminho. Só sobrou a destruição e o desolamento. Pessoas humildes que tinham uma vida inteira depositada em casas simples, perderam tudo, alguns a própria vida. Soterradas debaixo de metros e metros de descaso e ganancia do nosso sistema onde o lucro fala mais alto. A mineradora responsável pela tragédia fala em condolências. A estes homens representantes do capital, que tem suas mesas fartas, escolas caríssimas para seus filhos, moradias luxuosas em várias cidades e praias, já lucraram bastante. Nada lhes fará falta. A única saída pra essa tragédia se chama luta de classe onde os trabalhadores se unem contra este sistema perverso e insano, onde o lucro explora até a última gota de suor e não contente, faz vítimas indefesas!  
Todo apoio ao desabrigados e parentes das vítimas!
A empresa tem que ser responsabilizada e indenizar imediatamente os moradores sobreviventes!  

Greve na Petrobrás, o que você tem a ver com isso?

A alguns dias os trabalhadores da Petrobras, estão em greve geral. Mas o que a juventude e o conjunto dos trabalhadores brasileiros tem a ver com isso?
Tudo.
JR participa do piquete em Santa Catarina
Com toda a razão a Federação Unica dos Petroleiros (FUP), que reúne mais de uma dezena de sindicatos pelo país, tem chamado o movimento de Greve em Defesa do Brasil, pois além da defesa dos direitos destes trabalhadores e das reivindicações especificas da categoria, a greve tem em sua pauta a defesa da Petrobras e da soberania nacional. Entenda o que está em jogo nesta greve:
1) A Petrobras é muito importante para a economia brasileira. Até bem pouco tempo, os investimentos gerados pela empresa correspondiam a 13% do PIB brasileiro. Ela pode se tornar ainda mais importante, pois com as reservas do Pré Sal, o país deve se tornar o 3° maior produtor de Petróleo do Mundo.
Todo mundo sabe o interesse que existe no Petróleo, sobretudo dos EUA, em todo o mundo. Não gera só espionagem. Gera guerras e destruição. Não é por acaso que a Petrobras vem sofrendo graves ataques e há uma enorme pressão para a privatização de vários setores. Os escândalos de corrupção, que obviamente merecem ser investigados e ter os culpados punidos, tem sido usados para enfraquecer a empresa e justificar um plano de desinvestimento para que a empresa produza menos que o planejado anteriormente para os próximos anos e a privatize vários setores.
2) O plano de desinvestimento pode significar R$500 bilhões a menos em investimentos estratégicos da estatal que ajudariam a alavancar a indústria nacional e gerar empregos. Segundo estudos do ministério da fazenda, para cada R$1 bilhão que a Petrobrás deixa de investir no país, o efeito sobre o PIB é de R$2,5 bilhões. Se os cortes continuarem a estimativa é de que 20 milhões de empregos deixarão de ser gerados até 2019!
Além disso setores estratégicos da empresa estão ameaçados de venda, para proceder o desmonte da empresa e a facilitar a entrega do petróleo às multinacionais.
Militantes da JR também estiveram presentes na paralisação em Guarulhos
A greve resiste ao desinvestimento e a privatização!
3)A greve dos Petroleiros se opõe firmemente ao PL 131/15 do Senador José Serra do PSDB e outros semelhantes que querem tirar da Petrobras a responsabilidade de ser a operadora única do Pré Sal. O que Serra pretende com este projeto é entregar o Petróleo que pertence ao povo brasileiro para as multinacionais. Se isso ocorrer, menos petróleo será produzido e menos dinheiro será destinado ao Fundo Social que tem como prioridade o investimento em educação pública, saúde e outros direitos.
A greve defende o investimento dos recursos do Pré Sal em educação, saúde, moradia e outros direitos do povo brasileiro.
Por tudo isso, estamos solidários a esta luta dos petroleiros que também é da juventude e de todos os trabalhadores brasileiros. A Juventude Revolução,organização que luta em defesa dos direitos da juventude, se soma a esta luta e a exigência de que a direção da Petrobras e o governo atendam as reivindicações da categoria, recuem do desinvestimento e das medidas de privatização. Não elegemos Dilma para que se privatize a Petrobras e o petróleo brasileiro!
Fazemos um apelo para que cada  um também expresse o seu apoio à greve dos trabalhadores da Petrobras! #TodoApoioGreveDosPetroleiros!http://juventuderevolucao.org/blog/2015/11/05/greve-na-petrobras-o-que-voce-tem-a-ver-com-isso/

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Ex-agente duplo conta como a CIA promove ‘guerras não violentas’ para implodir governos

Ex-agente duplo conta como a CIA promove ‘guerras não violentas’ para implodir governos


Raúl Capote foi procurado pela CIA quando era jovem e conta que a mesma ação foi feita em outros países como Venezuela, Líbia e Irã. Em entrevista, ele conta como foi essa sua experiência.
05/11/2015
Por Marco Weissheimer,
Do Sul21 

 
 Raúl Capote | Fotos: Guilherme Santos/Sul21 
Entre 2004 e 2011, o escritor e professor cubano Raúl Antonio Capote Fernández atuou, a pedido da inteligência cubana, como agente duplo infiltrado na CIA. Raúl Capote foi contatado muito jovem por pessoas ligadas à agência de inteligência norte-americana e convidado a participar de um projeto que pretendia criar uma “oposição de novo tipo” em Cuba, capaz de, após o desaparecimento de Fidel Castro, iniciar uma “revolução suave” que acabasse por derrubar o governo de Havana.
A sua missão era formar líderes universitários e criar o projeto “Genesis”, com o objetivo de estabelecer em Cuba a estratégia do “golpe suave”, elaborada por autores como Gene Sharp.
Em entrevista ao Sul21, Raúl Capote conta essa experiência, relata como ela fracassou em Cuba e diz que ela já foi aplicada em países como Venezuela, Irã e Líbia e que segue sendo implementada em diversas regiões do mundo.
“A ideia da guerra não violenta consiste em ir solapando os pilares de um governo até que ele imploda. O objetivo não é fazer com que um governo renuncie. Se isso acontecer, o projeto fracassou. A ideia é que o governo imploda e que isso cause caos. Com o país em caos, é possível recorrer a meios mais extremos”, assinala.
Raúl Capote veio a Porto Alegre a convite da Associação Cultural José Martí/RS para participar de uma série de encontros e debates. Ele mantém o blog El Adversário Cubano, onde conta outros detalhes sobre essa história e sobre outras “guerras não violentas” em curso no planeta.
Sul21: Como é que você começou a trabalhar com assuntos de segurança em Cuba e sob que circunstâncias se tornou um agente duplo, atuando infiltrado na CIA?
Raúl Capote: Isso começou em 1986. Eu era um jovem inquieto e rebelde que fazia parte de uma organização chamada Associação Hermanos Saiz, que agrupava jovens poetas, pintores e escritores. Esse espírito rebelde para nós era algo muito natural. Fomos ensinados a ser assim. Creio que os serviços especiais norte-americanos confundiram esse espírito de rebeldia com um espírito de possível oposição ao sistema. Eles começaram a se aproximar de nós. Eu vivia em Cienfuegos, no centro-sul de Cuba, uma cidade que tinha uma importância estratégica nesta época porque a revolução queria convertê-la num centro industrial para o país. Havia muitas obras em construção, entre elas uma central Eletronuclear e fábricas de todo tipo. Era uma cidade muito jovem e onde trabalhavam muitos cubanos que tinham se formado na União Soviética e em outros países do campo socialista. Creio que essa conjuntura de ser uma cidade jovem e industrial, com muitos jovens interessados em temas da cultura, da política e da economia, chamou a atenção da CIA.
Eles começaram a se aproximar de nós por meio de organizações não-governamentais. A primeira pessoa que veio falar conosco foi Denis Reichler, um jornalista freelancer da revista Paris Match, que para nós era uma espécie de ídolo do jornalismo esportivo. O que admirávamos nele era sua atuação como jornalista que havia estado na África e em muitos outros lugares. Era uma referência positiva para se aproximar de um grupo de jovens tão rebelde. Ele nos colocou em contato com organizações não-governamentais que, supostamente, estavam interessadas em financiar projetos artísticos em Cuba. Nos colocou em contato com pessoas que começaram a planejar ajuda econômica e a trabalhar conosco, em um processo de aproximação que buscava ganhar a nossa confiança. Éramos jovens e estávamos começando a fazer literatura ou artes plásticas. Ainda não tínhamos nenhuma obra, só tentativas.
Era um processo de aproximação feito com muita cautela e sem pressa. Neste período, a Segurança de Estado cubana entrou em contato comigo, me explicou o que estava acontecendo, que aquelas pessoas não pertenciam, de fato, a organizações não governamentais e quais eram as suas reais intenções. Isso me dava três possibilidades. A primeira era seguir trabalhando com eles. A segunda era interromper o trabalho e o contato com eles. E a terceira possibilidade, que me foi proposta pela segurança cubana, era seguir trabalhando com eles, converter-me em um agente da segurança cubana e tratar de decifrar quais eram os planos dessas pessoas no mundo da cultura e das artes, especialmente junto à juventude.
 
 “A ideia era criar uma nova classe dirigente dentro das universidades e, por consequência, nos seus respectivos países”, afirma Capote. 
Esse contato com a agência de segurança cubana e o trabalho que se seguiu daí aconteceram ainda em 1986?
Sim, em 1986. Para mim era algo extraordinário. Nos anos 80, existia na sociedade cubana toda uma mística sobre o trabalho da segurança cubana, que sempre foi muito popular. Havia uma história legendária sobre ela, que tinha frustrado planos da CIA contra Cuba. Pertencer a essa organização me pareceu algo maravilhoso. Não avaliava, então, o quão complicado seria o trabalho que eu teria que enfrentar nem a quantidade de renúncias que eu teria que fazer. Eu tinha 20 anos quando comecei esse trabalho. Foi um longo processo. Houve um momento em que ocorreu uma interrupção desse movimento de aproximação feito pelos inimigos de Cuba. Em 1987, houve uma grande denúncia pública. Mais de 30 agentes da segurança cubana expuseram o trabalho de quase 96 oficiais da CIA que estavam atuando dentro do país.
Isso fez com que a CIA se tornasse mais cautelosa e tomasse algumas precauções. Passaram-se então alguns anos de contato muito leve por meio de algum jornalista ou de um representante de uma ong. Em 1994 eu fui morar em Havana e passei a trabalhar como organizador do sindicato de trabalhadores da cultura na cidade. Era uma mudança radical em muitos sentidos. Até então eu trabalhava com um universo de 3 ou 4 mil jovens e passei a dirigir 40 mil trabalhadores da cultura. Isso me tornou um alvo ainda mais interessante para a CIA. Eu era líder de um sindicato onde estavam praticamente todos os trabalhadores da cultura – artistas, músicos, escritores. Era um sindicato muito forte. Aí os contatos voltaram.
Eles passaram a me visitar com um plano mais complicado. Começaram a falar em dar informações sobre como se movia esse mundo da cultura, sobre como os jovens viam a Revolução naquele momento, etc. Esse processo vai se incrementando com o passar dos anos até 2004. Neste período, entramos em contato com associações e fundações mais vinculadas com o governo dos Estados Unidos como a Usaid e a Fundação Panamericana para o Desenvolvimento. Em 2004 começou então o processo do meu recrutamento pela CIA. Neste ano, conheci muitos oficiais da agência, inclusive aquele que seria meu chefe mais tarde.
Conheceu esses oficiais da CIA em Cuba mesmo?
Sim, em Cuba. Em 2004, então, eles me recrutam e eu me converto em um agente da CIA com uma tarefa muito específica. Minha tarefa não era fazer espionagem, até porque eu não tinha acesso mesmo a informações muito importantes, ou praticar ações encobertas ou atos terroristas, como normalmente faziam em Cuba. O meu trabalho era promover a guerra cultural, a guerra no terreno das ideias, que eles definem muito bem ao chamar de guerra cultural. Nós usamos expressões complicadas para isso como subversão político-ideológica ou algo do gênero. Eles simplificam. É guerra cultural mesmo. O que eu não imaginava era chegar a conhecer o quanto de verdade havia no controle real que a CIA tem sobre os meios de comunicação e a indústria cultural nos Estados Unidos e no mundo inteiro. Descobri que isso existe de fato, não é teoria da conspiração como alguns acreditam.
A CIA utiliza o cinema, as rádios, as televisões os jornais e outros canais a partir de um plano prévio. A agência criou um departamento que se especializou neste tipo de guerra cultural. Eu entrei neste mundo e conheci muitas pessoas que trabalhavam nele. Em 2005, eu me converti em chefe de um projeto específico da CIA em Cuba, chamado de Projeto Gênesis.
Você chegou a ir aos Estados Unidos para fazer algum tipo de treinamento especial ou para reuniões?
Sim, tive contato direto com eles. O Gênesis era um projeto muito bem pensado e que me permitiu conhecer também como a CIA estava trabalhando na América Latina com a mesma ideia de guerra cultural. Esse projeto não foi uma novidade cubana, mas sim o resultado de um trabalho realizado pelos Estados Unidos em muitas regiões da América Latina. Ele começou a ser implementado no processo de transição democrática na América Latina, no Chile e em muitos outros lugares. Essa experiência partiu da constatação de que as universidades latino-americanas tinham sido nas últimas décadas um foco de insurreição e de formação de militantes de esquerda. Eles decidiram mudar isso e converter a universidade latino-americana em um centro de produção do pensamento da direita e não da esquerda. Eles pensavam que o fato de essas universidades terem atravessado um período de repressão muito grande, quando muitos professores e estudantes militantes de esquerda foram mortos, facilitava um pouco esse trabalho de conversão.
Assim, começaram a implementar em toda a América Latina um milionário plano de integração acadêmica. Muitos estudantes e professores foram fazer esse intercâmbio nos Estados Unidos, onde realizaram diversos cursos, entre eles o famoso curso de liderança. A ideia era criar uma nova classe dirigente dentro das universidades e, por consequência, nos seus respectivos países. A quantidade de líderes mundiais hoje que são fruto desses programas é impressionante. Esse processo foi aplicado na Venezuela, por exemplo, com uma ênfase muito forte, a partir de 2009.
Entre 2003 e 2004 se enviava, mensalmente, um grupo de dez estudantes com um professor para cursos de formação e liderança na antiga Iugoslávia, atual Sérvia, sob a coordenação do antigo grupo de resistência sérvio, onde estava Srdja Popovic e uma série de jovens que contavam a experiência da derrubada de Milosevic.
Participavam desses cursos também o Instituto Albert Einstein, o Instituto de Luta pela Guerra Não Violenta, criado pelos sérvios, o multimilionário húngaro George Soros que colocou muito dinheiro neste projeto, e o Instituto Republicano Internacional que recebia fundos do governo norte-americano e o aplicavam nestes cursos. Aí se formaram muitos dos líderes da chamada Primavera Árabe e muitos líderes da oposição síria. Criou-se toda uma estrutura para fomentar o uso da chamada luta não violenta e do golpe suave. Estudantes venezuelanos, acompanhados de alguns professores, começaram a fazer esses cursos de forma periódica. O objetivo era repetir esse processo em Cuba, para formar ativistas especializados no manejo da guerra não violenta.
Eu recebi uma preparação intensa de como se organiza um golpe suave para derrubar um governo, quais são as medidas fundamentais para construir essa estratégia. É claro que, dentro de Cuba, seria muito mais difícil fazer essa formação. A alternativa encontrada foi usar o sistema de bolsas de estudo para promover o intercâmbio de estudantes. A ideia era propor, por exemplo, uma bolsa de estudos de seis meses ou mais em Jerusalém para um estudante de história ou ciências sociais. Ou então oferecer para uma jovem estudante de arte uma bolsa em Colônia, na Alemanha. Escolheu-se universidades muito pontuais, que não fossem norte-americanas e que pudessem ser atrativas para determinadas áreas de interesse. Mas os cursos oferecidos nestas universidades não eram exatamente sobre arte ou sobre história, mas sim sobre formação de lideranças, com cursos de inglês, cursos de táticas de guerra não convencional, sobre como funcionavam as organizações democráticas. O objetivo era que, mais tarde, esses estudantes se transformassem em elementos de mudança em Cuba.
 
  
E os estudantes que recebiam essas bolsas, sabiam da real natureza desse intercâmbio?
Não sabiam. O truque da bolsa era que, em geral, oferecia um curso de seis meses. As pessoas supunham que o curso era relacionado com a sua especialidade. Por que não passar seis meses em Jerusalém, Colônia ou outro local, com tudo pago, recebendo um curso de inglês, entre outras coisas? – pensavam. A agência estimava que, se cada dez estudantes, um se convertesse em um futuro opositor, já seria um grande lucro.
Esse plano começou a ser implementado em Cuba com muita força a partir de 2005, 2006, sem muitos resultados. Para surpresa da CIA, não houve muitos interessados pelos cursos, que não tiveram o impacto esperado junto aos jovens cubanos. Além disso, eu é que estava dirigindo a operação…Era possível que não tivesse êxito…(risos). Outro plano envolvendo a minha atuação como agente era fazer com que eu ocupasse uma posição elevada dentro do Ministério da Educação. Pretendiam me dar todo o apoio possível para tanto, apoio acadêmico e inclusive monetário. A ideia era me converter em uma pessoa imprescindível no sistema de educação cubano por minhas relações e contatos no mundo acadêmico.
Uma das coisas mais importantes para eles nesta época era o tempo que lhes restava. Estavam muito preocupados com essa questão temporal, pois aguardavam o momento do desaparecimento de Fidel. Avaliavam que muitos dos líderes históricos da Revolução Cubana não estariam mais em condições de assumir o posto de comando quando isso acontecesse. Trabalhavam com um período de dez ou quinze anos, no qual se formaria em Cuba uma nova oposição, que não teria nada a ver com a oposição anterior, que eles próprios consideravam desprestigiada e sem base social. Queriam criar uma oposição de novo tipo.
Como pretendiam fazer isso?
A estratégia utilizada em Cuba se diferenciou um pouco daquela usada em outros lugares. Eles queriam formar uma oposição de esquerda, pois avaliavam que uma oposição de direita não teria êxito em Cuba, pelo enraizamento da tradição e do pensamento revolucionário e também pelo fato que a direita nunca teve uma posição muito significativa junto ao povo cubano. Passaram a tentar criar, então, organizações que fossem supostamente de esquerda. Essa era a estratégia central do projeto Genesis. Para nos auxiliar nesta tarefa, nos deram acesso a modernos meios eletrônicos de comunicação que nos permitiram acessar a internet, as redes sociais e outros espaços. A ideia era nos dotar de uma grande capacidade de mobilização e começar a gerar conteúdo dentro do país. Isso tudo seria feito em segredo, em baixo perfil, nos treinando no uso dessas novas tecnologias.
Em 2007, me entregaram um equipamento de comunicação que se conectava por satélite com o Departamento de Defesa e que não podia ser rastreado. Esse equipamento permitia que eu tivesse comunicação direta com meu chefe em Washington e também criar uma rede em Cuba indetectável. De forma concomitante com isso, se começou outro projeto por meio do qual começaram a introduzir telefones celulares no país. Em função do bloqueio imposto pelos Estados Unidos, Cuba não tinha muitos celulares. Eles começaram a distribuir celulares de maneira gratuita, por diferentes meios, e criaram o programa ZunZuneo, que pretendia ser uma espécie de twitter cubano.
Essa rede começou a distribuir mensagens de texto principalmente e notícias relacionadas ao esporte, à cultura e às artes. A ideia era criar dentro do país um hábito de consultar essa rede e fazer com que as pessoas confiassem nela. Assim, no momento necessário, ela começaria a enviar mensagens para mobilizar ações contra a revolução. Fizeram alguns testes no país, em determinados momentos, que não deram resultado, mas seguiram implementando o projeto. Mais tarde, fizeram alguns aperfeiçoamentos e criaram outro sistema que se chamou Piramideo, parecido com o ZunZuneo, mas com alguns acréscimos fruto de experiências no Oriente Médio, especialmente no Irã, onde foi utilizado como ferramenta de mobilização em determinadas situações dentro do país.
Qual foi o impacto dessas iniciativas na sociedade cubana, especialmente junto à juventude? Elas tiveram visibilidade?
Tudo era feito pensando em um determinado momento no futuro de Cuba onde deveria ocorrer uma mudança de governo. Eles pensavam que isso ocorreria entre 2015 e 2016, que é exatamente o momento que estamos vivendo agora. Neste momento, segundo o planejamento feito, já deveria estar formada uma oposição social de novo tipo, saída da universidade e integrada principalmente por estudantes e professores, mas também por artistas, pequenos comerciantes e representantes de outros setores que apoiassem essa ideia. O surgimento público desse novo movimento político se daria através do lançamento da organização Fundação Genesis para a Liberdade, que deveria se dar em um ano em que ocorressem eleições em Cuba (que ocorrem a cada cinco anos).
Essa organização até poderia ser considerada uma fundação, mas de “genesis” não tinha nada e de liberdade muito menos. Em primeiro lugar, porque o líder da organização, eu no caso, era um agente da CIA. Em segundo lugar, eu não podia tomar nenhuma decisão sem ouvir o grupo consultivo que era constituído por oficiais da CIA. Então, de liberdade não tinha nada. Por meio dessa fundação, se esperava criar um ou mais de um partido político supostamente de esquerda. O discurso desse novo partido consistiria em dizer que era preciso reformar e modernizar o socialismo cubano. A nossa principal palavra de ordem era esta: modernizar. “Precisamos colocar o socialismo à altura do tempo”, “a época heroica já passou”, “ninguém mais faz isso no mundo”…diríamos coisas assim.
Eles acreditavam que, com o desaparecimento de líderes históricos carismáticos da Revolução como Fidel, esse novo movimento político teria um grande impacto na sociedade cubana levando inclusive a uma fratura na unidade interna do país. O nascimento da Fundação Genesis como organização seria acompanhado por uma grande campanha midiática. Haveria uma coletiva de imprensa com alguns dos mais importantes meios de comunicação do mundo. O passo seguinte seria organizar ações de rua, manifestações, ocupação de espaços públicos de maneira pacífica com o objetivo de causar impacto na sociedade.
Qual era a meta principal dessa tática?
Em resumo, aplicar a cartilha de Gene Sharp, teórico do golpe suave. A ideia da guerra não violenta consiste em ir solapando os pilares de um governo até que ele imploda. O objetivo não é fazer com que um governo renuncie. Se isso acontecer, o projeto fracassou. A ideia é que o governo imploda e que isso cause caos. Com o país em caos, é possível recorrer a meios mais extremos. A meta em Cuba era esta: causar um caos tal no país que fizesse desabar todos os pilares da revolução. Neste cenário, várias possibilidades eram consideradas, entre elas, uma “intervenção humanitária” dos Estados Unidos no país. Outra era a instalação de um governo de transição que levasse a um governo de direita.
O truque fundamental do projeto Genesis era que tinha supostamente um discurso de esquerda, mas as propostas reais que defendia consistiam em privatizar praticamente tudo, inclusive a saúde e a seguridade social. Era um socialismo anti-socialista e anti-social, com terríveis medidas de austeridade. Eles diziam para não nos preocuparmos, pois o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e a comunidade cubana no exterior iriam apoiar a “reconstrução do país”. Mas esse projeto nunca conseguiu ter base social nem conseguiu formar estudantes como pretendia…
 
  
E você, na condição de agente duplo, se esforçava na implantação do projeto ou trabalhava contra ele?
Fazia tudo o que podia para que não tivesse resultado. Era um jogo de xadrez muito interessante. Eu tinha que fazer com que eles acreditassem que estava funcionando e, na prática, fazer com que não funcionasse. Era bem difícil. Mas o projeto tinha muitos pontos débeis. Um deles era a crença de que a revolução dependia de uma única pessoa. Acreditar que a Revolução Cubana é Fidel é um erro. Outro erro era acreditar que os cubanos são pessoas ingênuas.
Em 2006, Fidel anunciou que estava se afastando de suas funções por problemas de saúde e que seria substituído por Raul (seu irmão, Raul Castro). Esse era um momento propício para aplicar a estratégia da Fundação Genesis e eles precipitaram um conjunto de ações. Acreditavam que poderia ocorrer um levante no centro de Havana.
Para tanto, usaram um médico chamado Darsi Ferrer, um contrarrevolucionário desconhecido. No dia 13 de agosto de 2006, data de aniversário de Fidel, ele deveria provocar um levante em Havana e convocar uma coletiva para dizer que o país estava mergulhado no caos, que havia militares sublevados e que a população não queria Raul no governo. Planejaram gravar em um estúdio, de modo muito parecido com o que fizeram na Líbia onde filmaram ações que, na verdade, não estavam acontecendo. O plano era filmar cenários de repressão como se os militares cubanos estivessem reprimindo a população, e transmitir essas imagens para todo o mundo. A mim me surpreendeu muito que um oficial da CIA em Cuba tivesse o poder de pautar e subordinar os mais importantes meios de comunicação do mundo. Era isso que estava se planejando ali.
E qual era o seu papel neste plano?
Quando essas imagens do “caos” em Cuba tivessem sido transmitidas ao mundo, eu deveria convocar uma coletiva de imprensa e pedir uma intervenção militar dos Estados Unidos para conter as violações de direitos humanos. Eu não era um contrarrevolucionário ou opositor, mas um professor e acadêmico conhecido no país. A credibilidade da minha aparição seria maior. Fiquei com um grande conflito interno neste período. Eu jamais iria fazer aquele pedido de intervenção militar dos Estados Unidos.
O que aconteceu, então?
As coisas começaram a dar errado para eles muito rapidamente. Depois do anúncio do afastamento de Fidel, passaram-se alguns dias e não houve nenhum caos no país, que seguiu funcionando normalmente. Não houve manifestações, protestos, nada. As pessoas seguiram com suas vidas. O outro problema que ocorreu é que o médico escolhido para desencadear o levante ficou sabendo que os principais canais de Miami estavam dizendo que um opositor cubano chamado Darsi Ferrer iria se imolar pela democracia. Aquilo foi uma surpresa total, pois não estava em seus planos colocar fogo no próprio corpo e morrer. Ele ficou convencido que iam matá-lo e, no dia 13 de agosto, ao invés de ir ao lugar escolhido para a execução do plano, sai de casa e inventa uma desculpa para não ir até lá. E o projeto fracassa.
Quando você abandona a condição de agente duplo?
Em 2010, quando a Líbia entrou em situação de guerra civil, o governo cubano me pediu para participar de uma denúncia pública para que as pessoas ficassem sabendo como esse tipo de golpe é tramado. Era uma decisão muito difícil, pois trazia riscos para mim e para minha família. Mas aceitei a proposta e começamos a gravar um conjunto de programas chamado “As razões de Cuba”, onde um grupo de agentes como eu vai à televisão contar o que tinham vivenciado. O programa foi dividido em capítulos. O meu foi ao ar em 4 de abril de 2011, onde contei tudo isso na televisão.
Fora de Cuba, se fala muito da situação de restrição de acesso à internet e às redes sociais na ilha, que haveria controle e a população não teria livre acesso à rede. Qual é mesmo a situação do acesso à internet em Cuba?
Sim, constantemente se acusa o governo cubano de não permitir o livre acesso à internet. É uma grande mentira. Se formos olhar os discursos de Fidel nos anos 90, veremos que a revolução cubana sempre defendeu o acesso livre à internet. O problema é que os donos da internet são os norte-americanos, Cuba está cercada de cabos submarinos de fibra ótica, mas não pode usá-los por causa do bloqueio. Cuba não tem acesso à tecnologia necessária para garantir o acesso à internet para todos os seus cidadãos por que as empresas são proibidas, pelos Estados Unidos, de negociar com Cuba. Em função desse quadro, o acesso à internet tornou-se muito caro para Cuba. E ela é lenta porque é preciso uma infraestrutura que garanta que o sinal chegue em todos os lugares do país. Nós acreditamos que a internet é uma ferramenta para defender e propagar a revolução. Os Estados Unidos não querem que Cuba tenha livre acesso à internet, porque sabem isso significaria que poderíamos divulgar muito mais nossas ideias também.
É impossível no mundo hoje que uma sociedade se desenvolva sem a internet. Nós temos a Universidade de Ciências Informáticas, que é uma das maiores da América Latina e forma todos os anos milhares de engenheiros criadores de softwares e técnicos nesta área. É uma universidade que se auto-financia com a venda desses softwares. Temos escolas técnicas em todas as províncias que formam milhares de jovens para o uso das redes sociais e das novas tecnologias. Apesar do alto custo que ainda representa, a acesso e uso da internet em Cuba tem aumentado enormemente, apesar de todos os bloqueios que ainda sofremos.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Servidores vão as ruas defender a população dos desmandos da administração Carlos de Paula e seus aliados.

Servidores vão as ruas defender a população dos desmandos da administração Carlos de Paula e seus aliados.
Como pode a categoria receber o menor salário da região? O prefeito diz não ter dinheiro para o reajuste, mas vemos os desmandos em obras públicas e cargos de confiança sendo presos pelo GAECO!
O que vemos no município são obras paralisadas como o Hospital prometido as vésperas da eleição, que não funciona até hoje. Sem dizer das creches e postos saúde, onde o mato toma conta!
Todo apoio aos servidores públicos que não tem medo de lutar por uma Sarandi melhor!




quinta-feira, 29 de outubro de 2015

DIA DO SERVIDOR MUNICIPAL EM SARANDI É DIA DE LUTA!



DIA DO SERVIDOR MUNICIPAL EM SARANDI É DIA DE LUTA!


Passeata pelas reivindicações da campanha salarial 2016
Não deixe se intimidar, lute pelos seus direitos participe dessa passeata você também.
Dia: 30/10/15
HORA: a partir das 09 horas
Local: Concentração em Frente ao Colégio Estadual Antônio Francisco Lisboa

SISMUS-Sdi-Pr

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

EX Secretario de Segurança Cido Polícia Continuará preso!

Cido Polícia

Tribunal nega habeas corpus para ex-secretário Cido Polícia

O ex-secretário municipal de Trânsito, Transporte e Segurança Pública de Sarandi, Aparecido Antonio (Pros), o Cido Polícia, preso pelo Gaeco no dia 25 de setembro passado, permanecerá detido.
Ontem foi publicada a decisão do desembargador José Laurindo de Souza Netto, da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, negando habeas corpus, o que já havia ocorrido em primeira instância. O despacho é do último dia 21. 
De acordo com a alegação da defesa, após o cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência e no endereço funcional do ex-secretário e presidente do Pros, quando foram apreendidas uma pistola Taurus calibre 765 carregada com 14 munições, várias munições e duas porções de maconha pesando aproximadamente 18 gramas e 5 gramas. Ele alegou que acreditava erroneamente que sua arma estivesse registrada, podendo então mantê-la em sua residência, já que é policial militar da reserva e secretário municipal.
Para tentar relaxar a prisão, a defesa alegou que não existem nos autos qualquer indicativo de narcotraficância, que o paciente é primário de bons antecedentes, possui residência fixa e ocupação lícita. A prisão flagrante foi transformada em preventiva com fundado “na existência da materialidade e indícios de autoria, bem como nos requisitos objetivos em especial na garantia da ordem pública”.
“A condição de militar reformado e o cargo ocupado pelo sr. Aparecido Antônio – secretário de Trânsito e Segurança – lhe dava condições suficientes de se pautar pela estrita legalidade e possuir uma conduta irrepreensível. Assim, a sua liberdade, por ora, pode representar ao cidadão comum o sentimento de impunidade de pessoas importantes e de destaque no meio social, comumente visto em nosso país. Entendo, pois, que o conceito de ordem pública serve a acautelar o meio social em face da gravidade do crime e sua repercussão. Destaca-se de forma concreta a danosa repercussão dos fatos, sendo certo que a liberdade do autuado pode servir como estímulos para criminalidade neste município e até mesmo lhe garantir o sentimento que pode agir conforme o seu querer, em desrespeito com as leis do nosso país. Não bastasse, consta dos autos (…) que o custodiado em razão de outra investigação efetivada pelo Gaeco referente a irregularidade na execução de contratos sob sua gerência na Secretaria de Trânsito e Segurança estaria pressionando e ameaçando uma testemunha, desta forma, teme-se que em liberdade possa agir da mesma forma em relação a esses fatos e vir a influenciar e coagir testemunhas, ora, seus subordinados, vindo, desta maneira, frustrar a instrução processual”, diz parte da decisão.http://angelorigon.com.br/2015/10/28/tribunal-nega-habeas-corpus-para-ex-secretario-cido-policia/

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Reforma CMEI duas vezes?

Inacreditável prefeito Carlos Alberto de Paula o senhor entregou a reforma deste CMEI Julia Volpato em janeiro de 2014. O valor gasto nesta reforma foi de 508.562,67, a obra não pode ser totalmente entregue devido a interdição de uma avaliação técnica dos Bombeiros, rachaduras risco de morte a nossas crianças. Agora o senhor abre nova licitação para reconstrução do mesmo centro gastando mais 426.199,85. Somando o que já foi feito (caindo aos pedaços) com o que vai ser licitado o valor é de R$ 934.762,52 quase um milhão, de reais prêmio de loteria.
Quem vai pagar por isso?
Crianças estão estudando em um galpão teto de zinco alugado!
uso indevido do dinheiro público?






segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Geraldo Alckmin (PSDB-SP) e Beto Richa (PSDB-PR) disputam quem fecha mais escolas!

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Governo de São Paulo anuncia o fechamento de 94 escolas

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São Paulo - A Secretaria Estadual de Educação divulgou nesta segunda-feira, 26, que 94 escolas da rede serão "reorganizadas", ou seja, serão fechadas e terão de transferir seus alunos para outras unidades próximas. Dessas, 66 ficarão à disposição dos municípios para uso de Educação de Jovens e Adultos, Centro Educacional Unificado (CEU) ou creche.
A mudança, anunciada em setembro pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB), prevê um arranjo nas escolas para que tenham apenas um ciclo de ensino (anos iniciais do ensino fundamental, anos finais do fundamental e ensino médio). Com isso, cerca de 340 mil alunos serão transferidos para outra unidade no próximo ano.
Pela manhã, Alckmin afirmou que 754 escolas passarão a ter ciclo único - hoje são 1,5 mil -, um aumento de 52%. Disse também que, com a reestruturação da rede, 1.197 salas serão fechadas.
Segundo o secretário de Educação, Herman Voorwald, o ensino fundamental 1 ganhará 54 escolas de ciclo único, passando das atuais 778 para 832; o ensino fundamental 2 terá 360 unidades a mais neste formato (de 206 para 566); e o ensino médio, 340 (de 459 para 799).
Voorwald apresentou dados do Idesp, principal indicador de qualidade da educação paulista, que aponta que as escolas de ciclo único têm desempenho melhor em todos os ciclos. A melhora na nota é de 5,1% nos anos iniciais, de 10,5% nos anos finais e de 28,4% no ensino médio.
A informação foi divulgada em meio a protestos quase diários de professores, pais e alunos, além de críticas do principal sindicato dos docentes no Estado, a Apeoesp, que estimava que 162 unidades seriam fechadas.
A medida foi tomada após diagnóstico da secretaria que identificou 2,9 mil classes ociosas (sem turmas) em todo o Estado. Esse é um dos principais argumentos do governo estadual a favor da alteração. A estratégia, segundo a pasta, também é baseada em estudos que apontam melhora de até 10% no desempenho de escolas de ciclo único.
Desde que a mudança foi divulgada, no entanto, os detalhes tem sido mantidos sob sigilo, o que desencadeou uma série de especulações e críticas de que a pasta pretendia apenas enxugar a rede por economia.
Conforme o jornal O Estado de S. Paulo antecipou em setembro, entre 2000 e 2014, a rede estadual perdeu 1,8 milhão de alunos, segundo estudo da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).
A queda do número de crianças e jovens em idade escolar, a municipalização do ensino fundamental e a migração para a rede privada explicariam a mudança, de acordo com a pesquisa.
Por causa da diminuição de 32,2% no número de matrículas, o Estado acumulou classes (também chamadas de turmas) ociosas, criando espaços que poderiam ser mais bem aproveitados nas escolas. É com essa margem de vagas que o governo pretende separar os ciclos e distribui-los em cada unidade, unindo os alunos de uma determinada faixa. A junção deverá respeitar uma distância de até 1,5 km entre a escola atual e a nova. Colaborou Rafael Italiani

Secretaria da Educação admite que estuda fechar 71 escolas no Paraná

Do total de escolas ameaçadas de fechamento, 31 são estabelecimentos rurais. Outros 19 são Ceebjas, voltadas ao ensino de jovens e adultos

A Secretaria de Estado da Educação (Seed) admitiu na quinta-feira (22) que estuda fechar 71 escolas em todo o Paraná. “Houve um pânico desnecessário. É metade do que o sindicato disse”, diz a superintendente da Secretaria, Fabiana Campos, referindo-se à informação de que 150 escolas estão ameaçadas de fechamento, divulgada pela APP-Sindicato, entidade que representa os professores da rede pública estadual. Segundo a superintendente, das escolas sob risco de fechamento, 31 são rurais, 19 são Centros de Educação Básica de Jovens e Adultos (Ceebjas) e outras 21 ocupam imóveis alugados. A Seed não divulgou lista das 71 escolas.
O corte de gastos é o principal argumento para justificar o fechamento de escolas e a transferência de Ceebjas. Segundo a Seed, são gastos anualmente R$ 2 milhões com o aluguel de prédios onde funcionam escolas. O remanejamento dos Ceebjas Paulo Freire e Poty Lazzarotto vai possibilitar uma economia de cerca de R$ 700 mil por ano – R$ 300 mil de aluguel em cada um deles, mais R$ 100 mil em despesas com telefone, água e energia, segundo a Seed.
Outro alvo preferencial da Secretaria da Educação são as escolas rurais. Do total de 540 do Paraná, 31 podem ser fechadas. Segundo a superintendente, as decisões serão tomadas considerando a demanda. Ela argumenta que nenhum aluno será prejudicado. “Temos turmas com seis alunos, em localidades em que a demanda vai diminuindo naturalmente”, afirma.

Críticas

A APP-Sindicato criticou o fechamento de escolas e avalia que a medida vai aumentar a evasão. “Os ataques do governo à educação hoje miram as escolas rurais e os Ceebjas”, diz Walkiria Mazeto, secretária educacional da APP. “Não pode ser olhado só o lado do corte de gastos. A gente tem que olhar também para o prejuízo pedagógico dos alunos e para os efeitos nas comunidades. O fim de escolas rurais vai gerar migração para as cidades. Se os filhos tiverem que ficar cinco horas por dia no transporte escolar para ir para a escola, é melhor mudar para a cidade.”
Walkiria considera grave o fechamento e transferência de Ceebjas. “Os alunos desses centros retomaram os estudos, por incentivo de familiares e amigos. Normalmente estudam perto do trabalho. Se forem obrigados a se deslocar, é provável que acabem desistindo”, afirma.
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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Trinta e um mil, oitocentos e seis reais com Palmeiras imperiais?

Gastaram cerca de 31.806,00(trinta e um mil, oitocentos e seis reais) Onde uma muda de Palmeira Imperial custa 3.950,00 e foram adquiridas duas, chegando a um montante de 7.900,00. 
Gostaríamos de saber, se há necessidade neste investimento? Onde foi feito o plantio das mesmas? Era necessária estes gastos? 


O povo sofre com falta de remédios, consultas e médicos mas dinheiro para Jardim de luxo tem?

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Adulteração do leite de nossas crianças com veneno é absurdo!

MPRS/Divulgação
As prisões fazem parte da 10ª fase da Operação Leite Compen$ado, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e recolhimento de caminhões nas cidades de Venâncio Aires, Lajeado, Mato Leitão, Arroio do Meio, Montenegro e Carlos Barbosa. 
De acordo com o Promotor de Justiça Mauro Rockenbach, informações recebidas pelo Ministério Público dão conta de crime organizado e prática comercial abusiva na cadeia produtiva do leite, mais precisamente no que diz respeito ao recebimento de leite adulterado e, também, de adulteração pela própria empresa Lactibom Derivados do Leite LTDA., localizada em Venâncio Aires. 

Após pedido formulado pelo MP à Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, amostras foram coletadas e apontaram inconformidade nos parâmetros: açucares redutores (lactose), densidade, extrato seco desengordurado, extrato seco total e índice crioscópico, que indicam a presença de água e produtos químicos usados para o mascaramento desta adição, tanto no leite encontrado nos silos do estabelecimento, como em lotes já colocados no mercado. 

"A conduta dos responsáveis pela empresa Lactibom, consubstanciada no recebimento, industrialização e comercialização de leite fora dos padrões, revela, em tese, o descaso em relação às normas de proteção à saúde e aos direitos básicos do consumidor, apresentando alta potencialidade de dano a esses interesses", destaca Mauro Rockenbach. O Promotor de Justiça recomenda, inclusive, que os consumidores não adquiram produtos da Lactibom porque até o momento não foi possível identificar os lotes dos produtos adulterados. 

Na ação cautelar ajuizada pelo Gaeco – Núcleo de Segurança Alimentar, através do Promotor de Justiça Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, também foi obtida liminar para determinar o recolhimento de todos os produtos da marca Lactibom que estão no mercado de consumo (leite UHT e leite pasteurizado), medida a ser efetivada com o auxílio da Divisão de Vigilância Sanitária da Secretaria Estadual da Saúde em todo Estado do Rio Grande do Sul. O material apreendido ficará em poder dos estabelecimentos comerciais onde forem encontrados.

http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-39--239-20151021-201510221-1-247069

O governador Beto Richa (PSDB) planeja fechar mais 150 escolas no ano letivo de 2016!

richa_eja_educacao
O governador Beto Richa (PSDB) planeja fechar mais 150 escolas no ano letivo de 2016 e “flexibilizar” a contratação de professores a partir de 2017 na rede pública estadual.
Ao longo dos anos 20112014 e 2015, o tucano superlotou salas de aula ao extinguir ou fazer junção de turmas em diversas escolas.
Richa lidera discussão com colegas governadores para criar um novo modelo de contratação de professores, a OS (Organização Social), para flexibilizar os contratos de trabalho e enfraquecer os sindicatos da categoria em todo o país.
Diante desse ataque, a APP-Sindicato convocou para esta sexta-feira (23), às 9 horas, na sede da entidade, uma reunião de emergência com diretores de colégios de Curitiba e região metropolitana.