quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Todo apoio a luta dos estudantes!

Galera, notícias para os/as universitários/as!
Como já havíamos divulgado por aqui, as reposições da UEM já tinham iniciado, porém o ônibus que leva os/as estudantes não estava rodando. Após muita cobrança, a Secretária da Educação acabou de ligar pedindo desculpas pelo ocorrido e confirmando o retorno do transporte aos/as universitários/as a partir de hoje!
Isso mostra que com a organização da juventude temos conquistas. Importante continuarmos nos organizando para ampliar o transporte para os outros períodos e garantir a permanência de nós, estudantes periféricos/as, nas Universidades!
Peço que compartilhe essa informação para que todos que utilizam o transporte fiquem sabendo!
Liderança estudantil:Leonardo silva

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Como está a prefeitura de Sarandi/Pr

Falta ônibus para o transporte de estudantes, ambulâncias todas quebradas e sucateadas, falta maquinário para obras, obras paralisadas outras em meio a depredação e o mato e lixo!
Mas vemos vários CCs e apoiadores do ex prefeito sorrindo nos mesmos cargos será que estou com ilusão de ótica ou o prefeito atual não vai fazer auditoria e denunciar o prefeito anterior responsável por este caos?
 

Privatização é a solução só na cabeça do pezão! Fora Pezão/Temer

A UERJ luta para sobreviver em meio à crise do governo estadual do Rio comandado por Pezão, que já deu indícios de que privatizar a universidade seria uma solução. Solução pra quem, cara pálida?

A imagem pode conter: 1 pessoa, multidão e atividades ao ar livre
A imagem pode conter: 3 pessoas, multidão, árvore, sapatos e atividades ao ar livre

Perdão de dívida de 1 trilhão de grandes donos de terra, financiaria a educação por 14 anos

O governo Temer/PSDB pensa em anistiar a dívida dos grandes proprietários de terras, que gira em torno de 906 bilhões de reais, segundo dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. O perdão da dívida tiraria receitas para financiar  o orçamento da educação por exemplo, que no ano de 2017, será de 62,5 bilhões, segundo Planalto, por 14 anos.
No entanto cabe lembrar que com a PEC 55 aprovada, as despesas com saúde e educação, permanecerão as mesmas por 20 anos, se o orçamento da educação é hoje 62,5 bilhões, daqui a 20 anos permanecerão quase a mesma coisa, com o acréscimo (se houver) de apenas o valor corrigido da inflação, imagine você permanecer com o valor do seu salário igual por 20 anos, com sua família crescendo e preços subindo é isso que ocorrerá com o país. Com o perdão da dívida dos grandes proprietários de terra, mostra-se as novas prioridades do Estado Brasileiro, governados por Temer e PSDB, onde o Estado é mínimo para o pobre e máximo para as elites, é a “conta do Impeachment”.
Veja o relatório na integra https://nacoesunidas.org/brasil-teto-de-20-anos-para-o-gasto-publico-violara-direitos-humanos-alerta-relator-da-onu/

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

O governador do Paraná Beto Richa (PSDB) resolveu iniciar o ano de 2017 atacando a educação cerca de 100 mil professores da educação básica do estado. O governador Richa/PSDB vai reduzir a hora-atividade e penalizar na distribuição de aulas os professores que ficaram doentes.

O governador do Paraná Beto Richa (PSDB) resolveu iniciar o ano de 2017 atacando a educação cerca de 100 mil professores da educação básica do estado. O governador Richa/PSDB vai reduzir a hora-atividade e penalizar na distribuição de aulas os professores que ficaram doentes.
A Lei Nacional do Piso e o Plano de Carreira preveem 33% de hora-atividade para que os professores possam preparar suas aulas e se dedicar à s demais atividades fora da sala.
O governo anunciou que para cada 20 aulas distribuídas, somente 5 serão como hora-atividade. Hoje são 7. Isto significa que menos professores serão contratados este ano.
A bandalheira de Richa contra ao magistério é gritante a ponto de ele utilizar “faltas” como critério na distribuição de aulas. Ou seja, pela lótica do tucano, o mestre não pode mais adoecer em sala porque, no próximo ano letivo, será descartado.
Portanto, não serão atribuídas aulas extraordinárias a professores PSS que somaram 30 dias ou mais de afastamento por qualquer motivo nos últimos 3 meses de 2016.
O governo do estado também anunciou um novo critério para a distribuição das aulas: tempo maior de exercício em instituição de ensino nos últimos 5 anos e com menos dias de afastamentos (mesmo os legais como licença médica).
A APP-Sindicato inicia nesta terça (17) a convocação de uma assembleia geral da categoria para, possivelmente, deflagrar greve geral por tempo indeterminado nas 2,1 mil escolas da rede pública do estado. O movimento paredista deverá suspender o início do ano letivo previsto para 15 de fevereiro.
Além desse novo massacre, os educadores paranaenses têm uma longa lista de pontos para acertar com Beto Richa. O governador do PSDB passou os últimos anos surrando e dando calotes nos profissionais da educação.
Fonte da APP-Sindicato:


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Não pagaremos pela crise!

A marcha lenta da economia global está aumentando a agitação social pelo mundo, e o Brasil, com a piora no mercado de trabalho local, alimenta esse mal-estar, aponta relatório da Organização Mundial do Trabalho (OIT) divulgado nesta quinta-feira.
Segundo a organização, o crescimento econômico mundial continua decepcionante, sem motivar a criação de empregos suficientes para compensar o número de pessoas que ingressam no mercado de trabalho.
Com isso, a taxa mundial de desemprego deverá subir de 5,7% para 5,8% em 2017, estima a OIT, elevando o contingente de desempregados em 3,4 milhões de pessoas na comparação com o ano anterior. Ao todo, serão 201,1 milhões de pessoas sem emprego no planeta neste ano.
No Brasil, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o desemprego está em 11,9%, índice do trimestre encerrado em novembro de 2016, com 12,1 milhões de pessoas nesta situação.
A incerteza global com o desempenho da economia está aumentando o risco de agitação social e descontentamento em praticamente todas as regiões do mundo, aponta a OIT.


O chamado Índice de Agitação Social busca ser um termômetro da "saúde social" dos países.  
Calculado pela OIT a partir de informações sobre protestos como manifestações de rua, bloqueios de vias, boicotes e rebeliões, pretende refletir a insatisfação da população com fatores como mercado de trabalho, condições de vida e processos democráticos.
No Brasil, o índice avançou 5.5 pontos em 2016, enquanto o aumento global foi de 0.7 ponto.
Como resultado da equação que soma insatisfação social e falta de trabalho, há um aumento na decisão das pessoas pela migração, aponta a OIT. O órgão cita estimativas que identificavam 232 milhões de migrantes internacionais no planeta em 2013, 89% em idade de trabalho. 

Âncora brasileira

A OIT estima que o PIB (Produto Interno Bruto, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) do Brasil irá recuar 3,3% em 2016, puxando para baixo a performance de toda a América Latina e Caribe.
A região deverá registrar a segunda recessão em menos de dez anos, com contração de 0,4% no PIB em 2016.
"Isso (recessão na América Latina) foi amplamente motivado pela performance econômica ruim do Brasil, dado o peso da influência do país na região e em parceiros de exportação", afirma o relatório da OIT, intitulado Perspectivas Sociais e do Emprego no Mundo - Tendências de 2017.
O Brasil também impactará negativamente o emprego na região, que deverá recuar 0,3% em 2017, estima a organização.
A OIT projeta o índice de desemprego no Brasil neste ano em 12,4%, um ponto acima do percentual de 2016.

Outras tendências

A organização destaca outros reflexos da precarização no mercado mundial de trabalho, como aumento das chamadas formas vulneráveis de ocupação - trabalhadores familiares não remunerados e trabalhadores por conta própria são exemplos desta situação.
Esse tipo de trabalho, diz a OIT, deve representar mais de 42% da ocupação total, ou 1,4 bilhão de pessoas em 2017, e o número deverá avançar 11 milhões por ano.
Outra tendência é a desaceleração da redução da pobreza dos trabalhadores - países em desenvolvimento deverão registrar nos próximos dois anos, por exemplo, aumento de mais de 5 milhões no número de trabalhadores que ganham menos de US$ 3,1 (R$ 9,84) por dia.
Ganhos fracos de produtividade, avanço tímido do investimento (movido em parte pela baixa nas commodities) e desaceleração do comércio global são fatores, segundo a OIT, que ajudam a explicar a marcha lenta da economia global - e os reflexos negativos no emprego. 

Para aprofundar o ataque aos serviços públicos TEMER/PSDB usa como pretexto a crise.

Para aprofundar o ataque aos serviços públicos TEMER/PSDB usa como pretexto a crise. Se o Supremo Tribunal Federal decidir pela legalidade da redução de jornada e salários, ao Rio de Janeiro vai abrir a porteira para acordos similares nos estados, a começar por Minas, Rio Grande do Sul, São Paulo. Paraná ..... Se puder fazer isso com funcionário estadual, porque não fazer o mesmo com o funcionário Municipal ou da União (federal)?
Estamos em uma encruzilhada, e isso pode acontecer.
Com a aprovação da PEC do teto de gastos. Como quase foi aprovado o pacote bilionário de ajuda às teles, mais conhecido como "Operação Oi". É como o governo pretende aprovar a "reforma" da Previdência e um pacotaço de privatizações a toque de caixa. Porque há uma conspiração de silêncio acobertando as conseqüências disso tudo pela mídia.
O golpe prossegue isso tem que ser estancado imediatamente!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

O que poderia denunciar mais um sistema do que uma epidemia de doença mental? Pois ansiedade, estresse, depressão, fobia social, desordens alimentares, automutilação e solidão atingem cada vez mais pessoas em todo o mundo. A última ocorrência — divulgação de dados catastróficos sobre a saúde mental das crianças inglesas — reflete uma crise global.

Os seres humanos, mamíferos ultrassociais cujos cérebros precisam do estímulo do outro, estão sendo separados por mudanças tecnológicas e pela ideologia do individualismo. Este apartamento é causa de uma epidemia de doenças psíquicas.



O que poderia denunciar mais um sistema do que uma epidemia de doença mental? Pois ansiedade, estresse, depressão, fobia social, desordens alimentares, automutilação e solidão atingem cada vez mais pessoas em todo o mundo. A última ocorrência — divulgação de dados catastróficos  sobre a saúde mental das crianças inglesas — reflete uma crise global.

Há muitas razões secundárias para esse sofrimento, mas a causa fundamental parece ser a mesma em todos os lugares: os seres humanos, mamíferos ultrassociais cujos cérebros estão conectados para responder uns aos outros, estão sendo separados. Mudanças econômicas e tecnológicas, assim como a ideologia, desempenham o papel principal nessa história. Embora nosso bem-estar esteja indissociavelmente ligado à vida dos outros, onde quer que estejamos dizem-nos que só prosperamos pelo auto-interesse competitivo e extremo individualismo.

No Reino Unido, homens que passaram a vida inteira em espaços públicos – na escola, na universidade, no bar, no parlamento – nos doutrinam para que permaneçamos sozinhos. O sistema educacional torna-se a cada ano mais brutalmente competitivo. O emprego é uma luta quase mortal com uma multidão de outras pessoas desesperadas caçando empregos cada vez mais raros. Os modernos feitores dos pobres atribuem à culpa individual a circunstância econômica. Intermináveis competições na televisão alimentam aspirações impossíveis, no exato momento em que as oportunidades reais estão cada vez mais reduzidas.

O consumismo preenche o vazio social. Mas, longe de curar a doença do isolamento, intensifica a comparação social a ponto de, depois de consumir todo o resto, começarmos a ser predadores de nós mesmos. As mídias sociais nos unem e nos separam, possibilitando que quantifiquemos nossa posição social e vejamos que outras pessoas têm mais amigos e seguidores do que nós.

Como Rhiannon Lucy Cosslett documentou brilhantemente, meninas e jovens mulheres alteram, como rotina, as fotos que postam para parecer mais bonitas e mais magras. Alguns celulares com dispositivos “de beleza” fazem isso sem que você peça; agora você, magra, pode tornar-se sua própria inspiração. Bem-vindo a uma distopia pós-Hobbesiana: uma guerra de todos contra todos

Haverá algum encantamento nesses mundos interiores solitários, nos quais tocar foi substituído por retocar, e mulheres jovens estão se afundando de agonia? Estudo recente realizado na Inglaterra sugere que uma em cada quatro mulheres entre 16 a24 anos automutilaram-se e uma em cada oito sofrem de distúrbio de estresse pós-traumático. Ansiedade, depressão, fobia ou distúrbio compulsivo-obsessivo afetam 26% das mulheres nesse grupo etário. Parece ser uma crise de saúde pública.

Se a ruptura social não é tratada tão seriamente quanto um membro quebrado, é porque não podemos vê-la. Mas os neurocientistas podem. Uma série de artigos fascinantes sugere que a dor social e a dor física são processadas pelos mesmos circuitos neurais. Isso pode explicar a razão por que, em várias línguas, é difícil descrever o impacto da ruptura de vínculos sociais sem as palavras que usamos para designar injúria e dor física. Tanto em humanos quanto em outros mamíferos sociais, o contato social reduz a dor física. Essa é a razão por que abraçamos nossas crianças quando elas se machucam: o afeto é um analgésico poderoso. Opiáceos aliviam tanto a agonia física quanto a angústia da separação. Talvez isso explique a ligação entre o isolamento social e a drogadição.

Experimentos resumidos no jornal Psicologia & Comportamento do mês passado sugerem que, diante de uma escolha entre dor física ou isolamento, os mamíferos sociais escolherão a primeira. Macacos-prego mantidos sem alimento e contato por 22 horas irão juntar-se a seus companheiros antes de comer. Crianças que experimentam negligência emocional, segundo certas descobertas, sofrem piores consequências de saúde mental do que crianças que sofreram tanto negligência emocional quanto abuso físico: apesar de hedionda, a violência envolve atenção e contato. A automutilação é frequentemente usada como forma de tentar aliviar sofrimento: outra indicação de que a dor física não é tão ruim quanto a dor emocional. Como o sistema prisional sabe muito bem, uma das formais mais efetivas de tortura é o confinamento em solitária.

Não é difícil perceber quais podem ser as razões evolucionárias para a dor social. A sobrevivência entre os mamíferos sociais é significativamente ampliada quando eles estão ligados por fortes laços ao resto do grupo. Os animais isolados e marginalizados são os que mais provavelmente serão apanhados por predadores, ou morrerão de fome. Assim como a dor física nos protege de lesões físicas, a dor emocional nos protege de danos sociais. Ela nos leva a nos reconectar. Mas muita gente acha isso quase impossível.

Não é surpresa que o isolamento social esteja fortemente associado a depressão, suicídio, ansiedade, insônia, medo e percepção de ameaça. Mais surpreendente é descobrir o leque de doenças físicas que ele causa ou exacerba. Demência, pressão sanguínea alta, doenças cardíacas, AVCs, queda de resistência a vírus, até mesmo acidentes são mais comuns entre pessoas cronicamente solitárias. A solidão tem um impacto na saúde física comparável a fumar 15 cigarros por dia: parece aumentar o risco de morte precoce em 26%. Isso se dá, em parte, porque eleva a produção do hormônio do estresse cortisol, que inibe o sistema imunológico.

Estudos realizados tanto em animais como em humanos sugerem uma razão para o bem-estar alimentar: o isolamento reduz o controle dos impulsos, levando à obesidade. Como aqueles que estão na base da pirâmide socioeconômica são os que têm maior probabilidade de sofrer de solidão, será esta uma das explicações para a forte ligação entre baixo status econômico e obesidade?

Qualquer pessoa pode perceber que algo crucial — muito mais importante do que a gande maioria dos problemas que nos atormentam — deu errado. Por que razão continuamos mergulhados neste frenesi de autodestruição, devastação ambiental e deslocamento social, se tudo o que isso produz é uma dor insuportável? Essa pergunta não deveria queimar os lábios de todos os que estão na vida pública?

Há instituições de caridade maravilhosas fazendo o que podem para lutar contra essa maré. Trabalharei com algumas delas como parte do meu projeto sobre solidão. Mas, para cada pessoa que elas alcançam, muitas outras são deixadas para trás.

George Monbiot
Jornalista, escritor, acadêmico e ambientalista do Reino Unido. Escreve no jornal The Guardian.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Sérgio Machado não gravou apenas Romero Jucá. O ex-presidente da Transpetro, registrou também áudios de Renan Calheiros e José Sarney.


Sérgio Machado não gravou apenas Romero Jucá. O ex-presidente da Transpetro, registrou também áudios de Renan Calheiros e José Sarney.
Nestes dois casos os registros foram feitos em conversas privadas que Machado teve com cada um dos dois, separadamente.
Quem teve acesso aos áudios diz que o que foi revelado hoje em relação a Jucá "não é nada" comparado ao que Renan e Sarney disseram. 
As gravações foram feitas no âmbito da delação premiada que Sérgio Machado está negociando com a Procuradoria-Geral da República desde março. O acordo com a PGR foi selado na semana passada.
Na delação, Machado gravou apenas três políticos: o responsável pela sua indicação para a Transpetro (Renan), Sarney e Jucá. Mas comprometeu outros senadores do PMDB. São eles Jáder Barbalho e Edison Lobão.

A delação de Machado está na mesa do ministro Teori Zavascki, esperando homologação. 
FONTE:http://blogs.oglobo.globo.com/lauro-jardim/post/sergio-machado-gravou-tambem-sarney-e-renan-saiba-os-detalhes-da-delacao-do-ex-presidente-da-transpetroi.html

Confissão do Braço direito de TEMER


Com a divulgação pela Folha de S. Paulo de gravações de diálogo entre o atual ministro do Planejamento, Romero Jucá - um dos principais aliados de Temer no processo que o levou ao poder interino -, com o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, sobre um possível "pacto nacional" para barrar as investigações da Operação Lava Jato, o presidente nacional do PMDB se viu em maus lençóis. E não foi a primeira vez que isso aconteceu.
"Tem que resolver essa porra. Tem que mudar o governo para estancar essa sangria", diz Jucá em um trecho da gravação de março passado, segundo a Folha. Ele fala também em um pacto nacional "com o Supremo, com tudo. (...) Delimitava onde está, pronto", em suposta referência às investigações.
Em entrevista coletiva nesta segunda-feira após a divulgação do áudio, Jucá disse que se referia "à sangria da economia", e não à operação anticorrupção na Petrobras, e que "sempre apoiou e defendeu" a Lava Jato.
"Quero repelir a interpretação feita pela Folha de S. Paulo. (...) Eu falava em estancar a paralisia do Brasil, estancar a sangria do desemprego, separar (os políticos) que têm culpa dos que não têm culpa", disse Jucá, negando que pretenda renunciar. "Reafirmo meu compromisso no Ministério do Planejamento e vou exercer (o cargo) enquanto entender que tenho a confiança do presidente."
Homem forte de Temer, Jucá sempre foi um dos nomes certos para o ministério do presidente interino. Ainda assim, o anúncio dele para a pasta do Planejamento foi um dos mais criticados, já que o peemedebista é um dos investigados pela Lava Jato.
Jucá é citado mais de uma vez como uma das pessoas que supostamente recebeu propina no esquema de corrupção da Petrobras. Ricardo Pessoa, empreiteiro da UTC Engenharia, afirmou em delação que o peemedebista teria pedido R$ 1,5 milhão à empresa em doação para a campanha eleitoral de 2014, em que seu filho era candidato a vice-governador de Roraima.
A doação teria vindo em forma de propina pela contratação da UTC para a construção da usina nuclear Angra 3.
Há um inquérito em curso para investigar a participação do senador no escândalo - algo que ele nega veementemente. "Não tenho nenhum temor em ser investigado", reafirmou Jucá na coletiva desta desta segunda. "Se tivesse telhado de vidro não teria assumido a presidência do PMDB. (...) Considero a Lava Jato uma mudança positiva na política brasileira, tanto que no Senado votei pela recondução (do procurador-geral da República) Rodrigo Janot e acho que o Ministério Público Federal deve ter autonomia para investigar."
Mas Jucá não é alvo somente da Lava Jato. O senador é suspeito de ter participado também do esquema de corrupção investigado na operação Zelotes, que investiga aparentes interferências em julgamentos realizados no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), beneficiando empresas endividadas com o Fisco.
Uma das delações de um ex-servidor da Receita Federal, João Gruginski, inclui a informação de que o lobista Alexandre Paes dos Santos teria mencionado um pagamento a Jucá e outros políticos, que seria relacionado a um esquema de venda de medidas provisórias favoráveis aos interesses de montadoras de veículos.
O pagamento total seria de R$ 45 milhões, dos quais R$ 15 milhões seriam para "RJ", a sigla que designava Romero Jucá. O senador, porém, nega a participação no esquema - mas ainda é investigado por ele em inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF).
Acusações passadas
Antes de seu partido romper com o PT em março deste ano, Romero Jucá foi um dos grandes aliados do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também de Dilma Rousseff.
Em 2005, inclusive, chegou a ser nomeado ministro da Previdência Social de Lula, mas não ficou muito tempo no cargo. Após quatro meses, o senador deixou a pasta devido ao desgaste causado pelas acusações de que teria oferecido ao Banco da Amazônia (Basa) fazendas inexistentes como garantia de empréstimo feito pelo banco à empresa Frangonorte em 1996 - da qual Jucá foi sócio entre 1994 e o final de 1996.
O ministro disse à época que as denúncias eram "levianas" e atribuiu as informações às disputas políticas no Estado de Roraima.

Em 2008, a Procuradora-Geral da União arquivou o caso, apesar de ter identificado irregularidades, porque ele já havia prescrito.
Confissão do Braço direito de TEMER

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Meirelles corta promessa de Temer pela metade. E vai cortar de novo, aguarde

Michel Temer disse ontem que a reforma da Previdência não afetaria direitos adquiridos.
Insere-se no capítulo “Rolando Lero”  de sua fala, até porque não poderia afetar, legalmente. Coisa que qualquer acadêmico de direito sabe.
Hoje, Henrique Meirelles já começou a tirar o dourado da pílula.
Vai ter, como é óbvio, idade mínima.
Ah, mas é com regra de transição.
Alô, já tem.
O fator 95/85 vai transitar, progressivamente, para 100/90.
O que dá 60 anos para um homem que começa a trabalhar aos 20, se não falhar um mês.
Isso já tem.
Idade mínima que desconsidere tempo de serviço é castigo aos mais pobres, que começam a trabalhar mais cedo.
E é isso o que virá, podem escrever.
O “mercado” quer corte já na Previdência.
O que mais disse Temer? Que não haveria aumento de impostos, não é?
E hoje Meirelles disse que ia cortar as isenções tributárias.
Talvez Temer – que, segundo  O Globo, sempre teve dificuldades com a matemática – não entenda que, quando se tem de pagar um imposto que não se pagava ou se pagava com desconto, é o mesmo que pagar mais imposto?
Com a Dilma, era pagar o pato.
Agora é “bondade”.
Meirelles, com Lula, tinha limites.
Agora, quem tem limites é Temer, que não tem força para dizer não ao seu Ministro da Fazenda.
Se disser: “ah, isso eu não quero, Henrique”, vai ouvir: “não quer, mas vai, Michel”.
É preciso fazer um curso de hipocrisia para entender a política brasileira.http://www.tijolaco.com.br/blog/meirelles-corta-promessa-de-temer-pela-metade-e-vai-cortar-de-novo-aguarde/

Fim da liberdade de expressão! Projeto de lei prevê punição dura a quem falar mal de políticos na internet!

Fim da liberdade de expressão!
Projeto de lei prevê punição dura a quem falar mal de políticos na internet, projeto prevê até 6 anos de cadeia !

http://g1.globo.com/globo-news/estudio-i/videos/v/projeto-de-lei-preve-punicao-dura-a-quem-falar-mal-de-politicos-na-internet/4494215/

quinta-feira, 12 de maio de 2016

PGR investiga Beto Richa por três crimes em campanha eleitoral


A Procuradoria Geral da República (PGR) investiga o governador Beto Richa (PSDB) pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. O G1 teve acesso ao pedido de abertura de investigação feito ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), no qual a PGR lista elementos que apontam para a suspeita de que a campanha à reeleição de Richa recebeu recursos com origem em esquema de corrupção na Receita Estadual.
O governador emitiu nota em que nega as irregularidades e que confia na Justiça (Leia abaixo).
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou na sexta (11) a abertura de inquérito para investigar suposto envolvimento do governador com o esquema de corrupção. Foi concedido prazo de 20 dias para a PGR concluir a investigação dos fatos que foram descobertos pela Operação Publicano.
O esquema apurado pelo Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) consistia na cobrança de propina por auditores fiscais da Receita Estadual em Londrina. Eles exigiam valores de empresários para não fiscalizar o recolhimento de impostos e não cobrar multas. Quase 200 pessoas já foram denunciadas.
Ao longo das investigações, o auditor fiscal Luiz Antônio de Souza afirmou que parte do dinheiro desviado abasteceu os cofres da campanha à reeleição do tucano em 2014. Ele firmou acordo de delação premiada.
O pedido, segundo Luiz Antônio de Souza, foi feito pelo delegado Márcio Albuquerque de Lima, que foi apontado pelo Gaeco como chefe do esquema de corrupção – ele era companheiro de corridas do governador. Lima foi o responsável, segundo o delator, por entregar dinheiro ao empresário Luiz Abi Antoun, que é parente de Beto Richa.
Para a vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko, há “elementos que apontam para a prática pelo governador Carlos Alberto Richa do crime de corrupção passiva, em razão da solicitação, por intermédio de Luiz Abi Antoun, de vantagem econômica indevida de empresários locais para arrecadar dinheiro para uso na sua campanha eleitoral”.
Segundo Luiz Antônio de Souza, era Luiz Abi Antoun “quem efetivamente mandava” na Receita Estadual do Paraná, sendo responsável pelas indicações aos cargos de alto escalão.
Ainda segundo o delator, o dinheiro desviado da Receita Estadual também serviu para comprar material para a campanha do governador. Foram compradas divisórias de madeira usadas no comitê eleitoral de Richa em Londrina no valor de R$ 15 mil. Uma nota fiscal anexada pela PGR revela que o endereço de entrega do material comprado por Souza era do comitê do PSDB em Londrina.
As declarações remetem ao suposto emprego de valores expressivos, obtidos ilegalmente, na campanha de 2014 destinada à reeleição do Governador Carlos Alberto Richa e pode desvelar a conduta de falsear a verdade no que se refere à declaração contida na prestação de contas do então candidato"
Ela Wiecko, vice-procuradora-geral da República
“Como se verifica, trata-se, a princípio, de indícios do uso de mecanismo que permitiu a ocultação da origem ilícita do recurso utilizado na aquisição de material destinado ao comitê de campanha do governador Carlos Alberto Richa, dando-lhe, assim, aparência lícita”, afirmou a vice-procuradora-geral, apontando indícios do crime de lavagem de dinheiro.
Souza ainda afirmou que havia metas de arrecadação de propina para financiar a campanha de Beto Richa. Segundo o delator, a Delegacia de Londrina era responsável por arrecadar R$ 1 milhão, mas foram arrecadados R$ 800 mil. Havia ainda a previsão de que a delegacia da Receita em Curitiba arrecadasse R$ 2 milhões, e de que as demais delegacias do estado juntassem mais R$ 1,5 milhão. A soma, segundo o delator, chegou a R$ 4,3 milhões.
O delator ainda narrou os casos de duas empresas que pagaram propina para não serem fiscalizadas, e em que o dinheiro arrecadado foi direcionado também para a campanha do governador. Em um desses casos, o valor acertado foi de R$ 800 mil.
“As declarações remetem ao suposto emprego de valores expressivos, obtidos ilegalmente, na campanha de 2014 destinada à reeleição do Governador Carlos Alberto Richa e pode desvelar a conduta de falsear a verdade no que se refere à declaração contida na prestação de contas do então candidato. Neste contexto, faz-se necessário investigar a prática do crime de falsidade ideológica para fins eleitorais”, afirmou Ela Wiecko.
No pedido de abertura de investigação a PGR informa que pretende, para apurar o caso, analisar a íntegra da prestação de contas da campanha de Richa; as notas fiscais emitidas pelas empresas que forneceram material para o comitê do PSDB em Londrina; os documentos obtidos com quebras de sigilo bancário e fiscal, além das apreensões feitas contra Luiz Abi Antoun e Márcio Albuquerque de Lima.
A procuradora ainda quer ouvir Luiz Antônio de Souza, Luiz Abi Antoun, Márcio Albuquerque de Lima, além de funcionários públicos, empresários e pessoas ligadas à campanha.
Outro lado
Em nota, o governador reafirmou que não tem nada a temer. Disse que todas as doações recebidas pela campanha foram legais e declaradas à Justiça, e não houve qualquer contribuição de origem ilícita ou, principalmente, oriunda de desvios de conduta de fiscais da Receita Estadual. Afirmou, por fim, que é o maior interessado no esclarecimento completo dos fatos e que confia na Justiça.
O PSDB reafirmou a legalidade das doações, e lembrou que não há qualquer questionamento pendente nas contas da campanha.
O advogado Douglas Maranhão, que representa Márcio Albuquerque de Lima, informou que não iria se manifestar sobre o caso.
Roberto Brzezinski, que representa Luiz Abi Antoun, afirmou que não teve acesso aos autos e não se manifestaria.
O advogado do delator Luís Antonio de Souza disse que o cliente confirmou, não apenas na delação, mas diante do juiz, todos os termos dos depoimentos da delação. FONTE http://g1.globo.com/pr/parana/operacao-publicano/noticia/2016/03/pgr-investiga-beto-richa-psdb-por-tres-crimes-em-campanha-eleitoral.html

É EM SÃO PAULO? NÃO! NO PARANÁ!




Equipe de Temer estuda rever reajustes acertados com os servidores públicos



O grupo que assessora a formação do provável governo Temer estuda rever o reajuste salarial negociado com a equipe de Dilma Rousseff no ano passado, por conta do impacto nas contas. Mas já esbarra na resistência do funcionalismo público, que ameaça entrar em greve para manter os acordos. A revisão do reajuste, que seria uma forma de reduzir o rombo das contas públicas em 2016 e 2017, colocou várias categorias de alerta.

Antes mesmo de o vice assumir, o sindicalismo público prepara uma ofensiva no Congresso Nacional para impedir que os projetos com os reajustes negociados no ano passado não sejam honrados pela nova equipe.

O custo do reajuste da folha de pagamento dos servidores públicos do Executivo está estimado em R$ 5,313 bilhões para este ano, segundo o Ministério do Planejamento. Nesse valor estão incluídos R$ 4,229 bilhões das categorias que já fizeram acordo com o governo e devem ter os salários reajustados em 5,5% a partir de agosto, caso os projetos sejam aprovados pelos parlamentares.

Outro R$ 1,084 bilhão é a estimativa para os acordos firmados neste ano com os funcionários da Advocacia-Geral da União, médicos peritos do INSS, servidores da Receita Federal e auditores do Trabalho. O Planejamento também incluiu nessa projeção as negociações ainda em aberto, com o mesmo porcentual de reajuste de 5,5% a partir de agosto.

O corte no reajuste desse pessoal seria uma saída da nova equipe econômica para amenizar o rombo que pode chegar a R$ 96,6 bilhões em 2016. Os seis projetos encaminhados por Dilma no final de dezembro de 2015 ainda estão em tramitação no Congresso. Pelos projetos, o reajuste salarial para mais de 40 categorias terá impacto total de R$ 32,2 bilhões até 2019.

Os sindicalistas já procuraram o senador Romero Jucá (PMDB-RR), que deve ocupar o Ministério do Planejamento. Eles já avisaram que vão reivindicar de todas as formas que os compromissos assumidos com o governo sejam cumpridos.

"Fizemos acordo com o Estado brasileiro, independentemente do governo que esteja de plantão", diz Sérgio Ronaldo, da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), que representa 80% dos funcionários do Executivo. Segundo ele, está prevista para a próxima semana uma caravana de sindicalistas às lideranças da Câmara e ao presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Além do reajuste dado ao chamado "carreirão" (que reúne a maior parte do funcionalismo), de 10,8% em dois anos, também foi fechado o acordo com as carreiras típicas de Estado, com aumento de 27,9%, divididos em quatro anos.    FONTE.EM.com