sexta-feira, 18 de setembro de 2015

MTST conquista terreno da ocupação Copa do Povo para 2.760 moradias populares





MTST conquista terreno da ocupação Copa do Povo para 2.760 moradias populares


Após protesto em frente à Secretaria Municipal de Habitação, movimento assinou a aquisição do terreno localizado na zona leste da capital paulista.
17/09/2015
Da Redação
O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) conquistou a aquisição do terreno da ocupação Copa do Povo, iniciada há mais de um ano em Itaquera, zona lesta da capital paulista. Lá serão construídos 2.760 moradias populares. A assinatura da posse da terra ocorreu nesta quarta-feira (16) junto a representantes da Caixa Econômica Federal e da Secretaria Municipal de Habitação em São Paulo.
Antes da assinatura, o MTST realizou um protesto com cerca de 2 mil integrantes, em frente à Secretaria. A manifestação, segundo o movimento, teve como objetivo pressionar a Prefeitura a cumprir compromissos assumidos com ocupações que reivindicam moradia digna na cidade.
“O que viemos reivindicar aqui foram acordos que não dependem de recurso federal. Por exemplo, o repasse de terrenos municipais pra viabilização de obras”, afirmou Guilherme Boulos, da coordenação do MTST, durante o ato.
Dia nacional de lutas
O MTST prepara um dia nacional de lutas no dia 23, para protestar contra os cortes do orçamento apresentado pelo governo federal, que atingem principalmente programas e áreas sociais, e para reivindicar que a terceira fase do programa Minha Casa, Minha Vida seja efetivada.
Segundo o movimento, o programa foi anunciado e contemplou algumas das propostas dos movimentos de moradia, que se reuniram com a presidenta Dilma Rousseff na última semana. No entanto, as organizações apontam que não há recursos e orçamento para viabilizar a terceira etapa, e os cortes anunciados pelo governo irão travar ainda mais o repasse para a habitação popular.
“Semana que vem, vamos fazer um grande dia de luta contra os cortes na moradia. Vamos parar o Brasil para que o Minha Casa, Minha Vida. O governo tem que fazer corte de gastos não nos programas sociais, e sim em cima do lucro dos bancos, dos ricos empresários”, concluiu Boulos.

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