quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Proposta dos Correios esconde ataques ao plano de saúde dos trabalhadores!






Categoria reunida em Maringá Paraná
O pior da minuta dos Correios para os trabalhadores é o que ela esconde. Por trás da “conciliação” (proposta pelo Tribunal Superior do Trabalho - TST e aceita pela empresa), está o ataque ao nosso plano de saúde.
A ECT já deixou claro na mesa de negociação que pretende retirar do plano pais e mães, e ainda implementar a mensalidade de 12,98% do salário. O ataque é tão descarado, que já está divulgado como fato consumado, no site do Postal Saúde. A proposta de “conciliação” do TST é jogar o problema para ser resolvido depois, por uma comissão paritária.

Mas esta comissão paritária vai se transformar numa comissão arbitrária, montada para retirar direitos da categoria. Na proposta, está escrito que a comissão será “destinada a tratar da preservação de direitos”.  Além de arbitrária, autoritária, já que nenhuma comissão tem legitimidade pra retirar direitos conquistados pelo conjunto da categoria em muitos anos de luta. “Tratar da preservação de direitos” quer dizer, na verdade, “tratar da retirada de direitos”.
Se a comissão paritária já é perigosa, uma vez que defendemos que qualquer discussão deve passar pelo acordo coletivo, a proposta da empresa consegue deixar ainda pior. Na cláusula 28, que trata da assistência médica/hospitalar, foi retirada do texto a parte que dizia que “qualquer alteração será precedida por  estudos atuariais por comissão paritária”.Da forma como está escrito o acordo agora, a empresa pode fazer qualquer alteração sem passar nenhum tipo de controle do trabalhador.
E pra fechar com chave de ouro, a empresa afirma que o acordo é, de fato, um cheque em branco para a retirada de direitos. Uma observação no final da proposta adia a efetivação do Acordo Coletivo, dizendo que “o inteiro teor do acordo... será encaminhado posteriormente”.
Não dá para aceitar tanta falta de respeito com os trabalhadores! Não resta outra saída à categoria, senão se somar numa grande greve nacional unificada. Só a luta dos trabalhadores pode reverter estes ataques!  SINTCOMPR
 

Nenhum comentário: